Archive for Conteúdo

Você quer ter 1 Milhão de Amigos!?!?

Olá Pessoal,

Esse é um trabalho muito bacana que minha amiga Teresa Amorim realizou
em sua pesquisa sobre Amizades Virtuais e que comenta em seu blog:
http://teresaamorimicgt.blogspot.com.br/

Sabemos o quanto nossas redes sociais nos estimulam a ter um grande número
de contatos, no entanto o quão verdadeiros e fortes são esses laços?
Esse números impressionam ainda mais quando estudos apontam que apenas
4% de todos nossos contatos estão em nossas Redes!

Se você precisar que alguém fize-se um favor por você quantos efetivamente
estariam alí para lhe socorrer? Interessante a Reflexão!

Abaixo segue a dissertação de mestrado da autora está disponível no site
da EICOS UFRJ link: Dissertação de Mestrado sobre amizade virtual

Confiram o texto original de autora abaixo, e boa leitura!

@braço
Carla Falcão

AMIZADES VIRTUAIS

“Eu quero ter um milhão de amigos / E bem mais forte poder cantar
Eu quero ter um milhão de amigos / E bem mais forte poder cantar”
(Roberto Carlos & Erasmo Carlos)[1]

“Eu quero ter um milhão de amigos”. Parece que, de alguma forma, essa música de Roberto e Erasmo Carlos traz para a nossa realidade um pouco do que temos vivido em nosso coletivo contemporâneo, as amizades virtuais. Alex Primo (2009) em seu blog “Dossiê Alex Primo” faz algumas considerações a esse respeito, ao mencionar que o cantor dessa música, não imaginaria que esse seria o objetivo de muitos indivíduos que usam as redes sociais online. Cabe a nós, refletirmos um pouco sobre as amizades que permeiam nossas vidas cotidianas.
Gosto de mencionar que minha motivação para uma pesquisa de mestrado sobre as amizades virtuais, surgiu a partir da minha experiência profissional como psicoterapeuta.

Iniciei minha profissão em um período em que as tecnologias do mundo virtual ainda não haviam invadido o ambiente doméstico. Desde então, tenho acompanhado as inovações tecnológicas, gerando alterações nas perspectivas humanas em suas formas de relacionamento social. No desenvolvimento do meu mestrado foi possível acompanhar alguns usuários, assim como a forma que os laços virtuais se fortalecem a cada dia.

A crescente frequência com que utilizamos as redes sociais, talvez reflita um desejo de se estar mais próximo dos outros. O mundo tecnológico trouxe novas formas de relacionamento. Disso não temos dúvidas. Mas colocamos foco na questão da quantidade de amigos virtuais.

O Facebook permite ao usuário ter o máximo de 5.000 amigos. Será possível ter tantos amigos on-line?  Gostaria de destacar a argumentação de Aristóteles sobre quantidade de amigos: “o excesso de amigos sobre o número suficiente para a nossa existência é supérfluo e constitui um obstáculo à vida nobre” (ARISTÓTELES, 1987, p. 172). Portanto, o grande filósofo adverte para o número elevado de “amigos”, de modo a manter um número apropriado para a convivência humana.

Mas, o que leva as pessoas a terem tantos amigos virtuais, quando sabemos que, seria impossível mantê-los de forma não virtual?  Para o sociólogo Mark Granovetter, os laços fracos são importantes para as redes sociais. Assim talvez, possamos apontar os fortes laços fracos das amizades virtuais como um grande network da vida contemporânea.

Um grande abraço Teresa Amorim

Mídias sociais não substituem Sites Corporativos

Com a ascensão das mídias sociais, muitas empresas estão deixando de atualizar e até mesmo de possuir sites corporativos. Essa tendência que despontou em 2011 ocorre pelo fato de que muitos acreditam que as redes sociais já suprem em grande parte suas necessidades na internet.

Entretanto, esse movimento pode ser bastante perigoso. Por mais que uma rede social ajude na divulgação de uma empresa e de seus serviços/produtos, elas ainda não comportam todas as necessidades de uma marca. Isso quer dizer que ainda se faz necessário às empresas ter um site corporativo que reflita fielmente a imagem que desejam transparecer.

No que diz respeito a divulgações e relacionamentos, as mídias sociais se mostram muito eficientes. Elas propiciam um forte eco que geralmente resulta em retorno financeiro rápido. Porém, elas não são suficientes.

O site corporativo ocupa o lugar de fachada da empresa na internet. É o lugar onde o cliente pode visualizar – com detalhes – o que a empresa é capaz de fazer, o que já fez e o mais importante, sentir ou não confiança no que ela transmite.

Em uma analogia simples, as mídias sociais são como um outdoor interativo e o site corporativo como uma sede da empresa na web – talvez daí venha o termo “endereço eletrônico”. Cada um tem suas especificidades e merece cuidados, mas sem esquecer que ambos fazem parte de uma mesma coisa.

Nesse aspecto, temos as mídias sociais – chamativas e criativas – trabalhando com o portal corporativo – que deve estar limpo, organizado e sempre atualizado. Em resumo, elas são como uma via de mão dupla enquanto o site é de mão única.

Sendo assim, o ideal é usar as duas ferramentas em conjunto, pois desta forma estará aproveitando amplamente as vantagens que a internet pode oferecer. O mais importante é respeitar e aproveitar o que cada um tem de melhor para ser usado sempre a seu favor.

Jornalistas e as Relações Públicas

Em artigo publicado nesta semana no portal PR Daily, Gil Rudawsky, um jornalista americano que trabalha com Relações Públicas, aborda a migração de profissionais de Jornalismo com experiência em redações para o mundo das Relações Públicas.

No Brasil, Jornalistas são maioria nas áreas de Comunicação das corporações: segundo a pesquisa “Perfil do Profissional de Comunicação”, realizada em 2010 pela Aberje, 40% dos profissionais da área são jornalistas, enquanto 23% são RPs e 14% são publicitários. Os outros 23% têm formações variadas.

Rudawsky começa o artigo com a afirmação de que jornalistas são formados para contar boas histórias e que, com as devidas adaptações, podem colocar essa capacidade a favor de uma empresa ou marca. No entanto, o autor destaca que o grande desafio para esses profissionais, principalmente aqueles com muitos anos de trabalho em veículos jornalísticos no currículo, é mudar a mentalidade de que a notícia é tudo. Afinal, muitas vezes o trabalho do Relações Públicas é evitar que um cliente vire notícia.

Apesar de dar foco às dicas para uma transição mais tranquila de uma área de atuação para a outra, o artigo provoca uma reflexão sobre a falta de interação entre as grades curriculares dos cursos de Jornalismo e Relações Públicas na grande maioria das instituições de ensino. Há uma oportunidade real para formar profissionais mais versáteis em ambas as frentes ainda na fase de graduação – especialmente nos cursos de Jornalismo.

Na Comunicação Interna, em especial, há espaço para quem sabe contar boas histórias. A força que o Storytelling vem ganhando é um exemplo disso. Alguém que ouve desde o primeiro dia de aula a célebre frase de Charles Anderson Dana (1819-1879) “Se um cão mordeu um homem, isso não é notícia. Mas se um homem morder um cão, isso é notícia!”, famosa nas faculdades de de Jornalismo e nas redações, pode ajudar e muito a fisgar a atenção do funcionário para as mensagens que a empresa quer passar. Tudo na medida certa, claro.

Para ler o artigo de Gil Rudawsky, clique aqui

Fonte: http://comunicacaocomfuncionario.blogspot.com/2011/11/jornalistas-e-as-relacoes-publicas.html